A saúde de Mato Grosso precisa de quem já trabalhou dentro dela.
Profissional da saúde, sanitarista pela UFMT e servidora pública. Nasci em Cuiabá, cresci em Várzea Grande e nunca saí da ponta do sistema. Sei o que falta porque é lá que eu trabalho.
O paciente que chega grave quase nunca começou grave.
Brasília decide.Cuiabá e Várzea Grande sentem.
Ele só não teve para onde ir antes.
Não encontrou vaga no posto. Esperou meses pelo especialista. Não achou o remédio na farmácia. Quando finalmente chega na urgência, o sistema já falhou com ele três vezes.
Eu recebo essa pessoa. Todo dia, há mais de vinte anos.
A urgência não é onde o problema começa. É onde ele chega quando ninguém resolveu antes.
Filha de lavador de carros. Formada em escola pública.
Candidata a Deputada Federal · Mato Grosso
Nasci em Cuiabá e cresci em Várzea Grande, no bairro Santa Clara, perto do Parque do Lago. Meu pai sustentava a casa lavando carros. Estudei em escola pública do primeiro ao último ano.
Não tive atalho. Comecei como técnica em enfermagem, me formei enfermeira, me especializei em urgência e emergência e conclui a formação de sanitarista pela UFMT. Cada etapa estudando de noite e trabalhando de dia.
Sou casada há 26 anos, mãe e cristã. Hoje sou servidora pública municipal e atendo na UPA, onde recebo gente quase sempre no pior dia da vida dela.
Presido a Comissão de Mulheres do Avante em Mato Grosso.

Ninguém me deu nada. E é exatamente por isso que eu sei o tamanho do que falta para a maioria das famílias daqui.
Não vim aprender sobre saúde pública. Eu trabalho nela.
Eu atendo pessoas todos os dias. Pessoas reais, com história real.
Já vi a fila. Já vi a falta. Já vi família chegando desesperada e profissional segurando a estrutura com as próprias mãos.
Já atendi criança machucada por quem deveria proteger. Já atendi mulher que tinha denunciado e não foi protegida. Isso não sai da gente.
Enfermagem não é o meu tema de campanha. É a minha profissão.
Mato Grosso não é destino. É de onde eu venho.
Nasci em Cuiabá, cresci em Várzea Grande e trabalho aqui até hoje. São as duas cidades da minha vida inteira.
Não conheço esse estado por relatório. Conheço pelo plantão, pela fila do posto e pela conversa no portão de casa.
Cinco propostas. Sem enrolação.
Deputado federal faz três coisas: legisla, fiscaliza e destina recurso. Toda proposta aqui cabe em uma dessas três. Nada de promessa que não é da alçada do cargo.
- 01
Aprovar a PEC 19
LegislarO piso da enfermagem existe desde 2022, mas nasceu sem correção automática e já perdeu cerca de 20% do poder de compra. A PEC 19 vincula o piso à jornada de 36 horas e garante reajuste anual pela inflação. Foi aprovada por unanimidade na CCJ do Senado em abril e está parada esperando ser pautada.
- 02
Fiscalizar o piso na ponta
FiscalizarAprovar a lei é metade do caminho. A outra metade é ela chegar no contracheque. Ainda há concurso público em Mato Grosso oferecendo abaixo do piso a técnico de enfermagem. Lei que não chega na ponta é papel.
- 03
Jornada de 30 horas para a enfermagem
LegislarApenas três das quatorze profissões da área da saúde têm jornada reduzida garantida em lei. A enfermagem não é uma delas. Jornada que adoece o profissional prejudica o atendimento de todo mundo.
- 04
Proteção real à criança
LegislarA lei não veda expressamente o perdão judicial quando a vítima é uma criança e o acusado é o próprio responsável por protegê-la. Criança que depende de adulto para sobreviver não pode depender de lacuna na lei para ter justiça.
- 05
Emenda para a atenção básica
Destinar recursoQuando a atenção básica funciona, a urgência esvazia. Eu vejo isso todo plantão. O problema é que posto de saúde não rende foto de inauguração, então nunca vira prioridade. O resultado chega na minha porta, já grave.
Nada de promessa que não é da alçada do cargo.
Eu atendo a mulher antes. E às vezes atendo tarde demais.
Feminicídio não começa no assassinato. Começa na primeira agressão que ninguém registrou. Na segunda, que virou boletim e parou ali. Na terceira, quando ela chega na UPA e eu já sei o que aconteceu antes de ela falar.
Já atendi mulher que tinha denunciado. Que tinha medida protetiva no papel. E que voltou machucada mesmo assim.
A lei existe. O que falta é ela chegar antes do corpo.
- 01
Endurecer a punição para descumprimento de medida protetiva
LegislarMedida protetiva descumprida sem consequência é papel. E papel não protege ninguém.
- 02
Cobrar que a notificação compulsória saia do papel
FiscalizarTodo serviço de saúde é obrigado a notificar violência. Eu sei quantos notificam de verdade.
- 03
Emenda para a rede de acolhimento
Destinar recursoDenúncia sem para onde ir vira retorno para casa. E o retorno para casa é onde a conta fecha.
Eu não preciso estudar esse assunto para falar dele. Eu já atendi.
Três coisas que eu prefiro responder antes de você perguntar.
Quem cuida de você merece cuidar do Mato Grosso.
Essa campanha não tem máquina, não tem herança e não tem padrinho carregando no colo. Tem gente. Tem gente organizada, tem gente que acredita e tem gente que decide junto.
Se você chegou até aqui e alguma coisa fez sentido, entra no grupo. É lá que a campanha acontece de verdade: agenda, bastidor, material para compartilhar e o caminho aberto para falar comigo.



